Gustavo Ferreira junho 1st, 2011
Recentemente, Jeferson Galiotto, aluno do curso de Relações Públicas da Universidade Caxias do Sul, onde participei do debate “Twitter em Foco” ano passado, entrou em contato aqui pelo blog solicitando que respondesse a uma pequena entrevista para seu trabalho na disciplina Redação em RP 1.
Abaixo compartilho o que enviei para o Jeferson com um pouco da minha visão sobre os assuntos abordados em cima do tema mídias digitais e relações públicas.
Jeferson Galiotto: Qual a análise que você faz do mercado de mídias digitais atualmente?
GF: Temos que separar a princípio em 2 cenários: Capitais e interior. Temos muitas outras opções de cenários para serem explorados, mas abordar estes 2 no momento é o mais pertinente. Nas capitais as agências estão muito mais atentas à utilização das mídias sociais para as ações institucionais e promocionais de seus clientes de todos os portes. No interior ainda vemos e alguns focos específicos de atuação, portanto as agências que mantém um relacionamento mais dinâmico com o mercado e buscam informações em cursos espalhados pelo país e na própria internet tem mais contato com as inovações e os cases mais brilhantes dessa área, tanto na capital como no interior (ainda são poucos casos).
O comportamento comum de compartilhamento de informações na web, quando bem direcionado no mundo corporativo faz com que o mercado evolua e com isso, todos ganham, sejam eles agências, anunciantes ou público. A cada minuto surgem novas redes, e o desafio dos profissionais que trabalham com mídias sociais é acompanhar essa evolução e interação e decidir estrategicamente com quais delas irá trabalhar para atingir os objetivos de seu plano estratégico digital.
JG: Quais as maiores dificuldades diante deste mercado tão promissor?
GF: A dificuldade é encontrar profissionais com experiência e que acompanhem o ritmo do mercado. As universidades estão demorando demais para incluir disciplinas específicas referentes ao mercado digital em suas grades e isso dificulta a seleção dos profissionais, pois temos quase sempre que partir do zero e formar os profissionais após a contratação investindo horas e mais horas de capacitação, tornando as contratações mais onerosas do que poderiam ser, muitas vezes dificultando para pequenas agências a possibilidade de contratação desses profissionais ou fazendo com que elas contratem jovens alunos sem experiência e não invistam o necessário em sua formação, tornando falho o processo posterior de trabalho.
JG: E qual segmento deste mercado deverá crescer mais nos próximos anos?
GF: Mobile Marketing vem engatinhando no Brasil, mas internacionalmente é uma prática muito adotada e grandes agências tem anunciado investimentos interessantes nessas tecnologias e nessas ações dentro e fora do país.
JG: Qual o primeiro passo a ser dado pelas empresas que pretendem anunciar na área pela primeira vez? E quais os cuidados?
GF: O primeiro passo é fazer um plano estratégico digital detalhado, levantando todas as variáveis possíveis que envolvem o comportamento de seu público na internet, mais especificamente nas redes sociais, até mesmo para escolher de forma assertiva qual a rede a que a ação se destina
JG: Quais as vantagens e desvantagens desta área?
GF: A vantagem é a expansão da visibilidade da marca/produto em nível global e a intensificação da interação com o usuário. A desvantagem é que se a empresa não estiver preparada para esta interação, pode dar um tiro no pé, ficar superexposta e intensificar reclamações (que existem independentemente das empresas terem seus perfis nas redes)
JG: E junto aos profissionais “convencionais” de Relações Públicas, como você enxerga a aceitação das novas mídias digitais?
GF: Aceitação tem índice interessante, mas dentro do universo que conheço o investimento desses profissionais em se especializar ainda é pouco. Muitos ainda deixam a atuação nessa área para os profissionais de Marketing ou de Publicidade e Propaganda.
JG: Qual sua sugestão ao profissional que quer atuar na área?
GF:Invista em educação!Recicle-se! Corra atrás! As faculdades não estão prontas para te preparar para o mercado seja ele online ou offline, mas principalmente pro online. O mercado digital precisa de pessoas dispostas a crescer e aprender sempre!
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