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Onde posso tirar dúvidas sobre Mídias Sociais?

Gustavo Ferreira julho 23rd, 2009

Ninguém pode negar que a cada dia que passa cresce o uso de mídias sociais pelas pessoas do mundo todo e também pelas organizações.

Criam-se perfis em comunidades, agregam-se ferramentas de comunicação nas estratégias de vendas e principalmente, passa-se a focar tambem no relacionamento e no diálogo entre os públicos e não mais simplesmente no diálogo com os públicos.

Se para quem trabalha com estratégias digitais é imprescindível manter-se atualizado para não ser consumido pelas dúvidas e para que o planejamento seja executado da melhor forma possível,  quem está começando agora a conviver e a interagir com essas mídias deve ter muitas dúvidas, pois são inúmeros recursos novos a cada dia e infinitas possibilidades de interação. Um mundo realmente novo a cada dia!

E por mais que escrevam-se livros, que se publiquem posts sobre as novas mídias digitais e seus recursos, sempre há dúvidas e sempre haverá. E onde podemos tirar nossas dúvidas sobre Mídias Sociais? Vinha pensando nisso há dias e então me deparei com um tweet do @interney que divulgava este link.

É isso mesmo que você viu se clicou no link ali de trás! Um espaço para questionar, para buscar informações… o objetivo é reunir o conteúdo para disponibilizar as perguntas mais frequentes, respondidas por especialistas de diversas áreas do mundo digital.

Achei a idéia extremamente louvável. Vou acompanhando como vai funcionar… e a adesão das pessoas também…

Resolvi escrever este post para divulgar algo que pode ajudar estudantes, profissionais e curiosos da comunicação digital e das relações públicas. Eu pretendo utilizar esse espaço para minhas pesquisas, para reciclar sempre meus conhecimentos e para indicar conteúdo para a equipe da SmartIS no andamento de nossos projetos.

E você, o que gostaria de saber sobre as Mídias Sociais? Comenta aqui e manda lá também!

Um pouco sobre blogs e como eles estão no interior paulista

Gustavo Ferreira junho 24th, 2009

Bom, o que falar sobre blogs nesse blog?

Vou dizer um pouco da minha experiência com essa ferramenta/veículo/espaço que recentemente até se tornou o foco da mídia tradicional devido ao caso do blog da Petrobrás e a publicação antecipada do conteúdo de respostas dadas aos jornais (não explorarei este assunto neste post).

Há blogs de todos os gêneros, formatos e principalmente objetivos. No Brasil os blogs se tornaram muito famosos e até ficaram estigmatizados por serem em grande número há tempos atrás utilizados como diário de adolescentes. Neles os jovens contam suas histórias, seu dia-a-dia, compartilham suas idéias, expõem sua vida para o mundo, chamam atenção, relacionam-se com outros blogueiros…

Ao transformar esse veículo online num espaço pessoal os internautas passaram a se relacionar nesse espaço. Blogueiros colocam links em seus blogs para outros blogs que admiram, ou mantidos por blogueiros amigos. Leitores não blogueiros podem usar o espaço de comentários para conversar sobre o assunto do texto. Blogs são conversações. (Texto: “Blogs”. Livro: “Para entender a internet”, 2009, pag. 31, Edney Souza, @interney)

O tempo foi passando e as ferramentas de comunicação digital foram ganhando cada vez mais espaço no cotidiano dos indivíduos e como o mercado responde às necessidades da sociedade (há quem acredite que ele as cria, mas isso é assunto pra outro post), o mundo corporativo passou a utilizar também os blogs, com o intuito de estabelecer um diálogo com os públicos e se tornar mais próximo e transparente.

Como a SmartIS (agência da qual sou sócio) trabalha com estratégias digitais, temos trabalhado muito com blogs agregados a outras ferramentas nas estratégias que elaboramos para nossos clientes. Utilizo blog também para compartilhar o que produzo, minhas idéias e o que pesquiso (escrevendo neste blog) e coisas que acontecem em minha cidade (escrevendo para o BauruBlog), além de navegar durante horas por inúmeros blogs lendo artigos e posts sobre assuntos que envolvem comunicação e estratégias digitais.

Os motivos que levam a pessoa a criar um blog são os mais diversos e variados possíveis, há os que escrevam para falar de sua vida pessoal, para ensaiar a publicação de um livro, para documentar informações relacionadas a alguma área de conhecimento, para falar dos produtos e serviços da sua empresa. Em todos esses espaços criam-se grupos de pessoas que participam de diversas maneiras, lendo, comentando, enviando contribuições ou divulgando para os amigos. Blogs são comunidades de relacionamento. (”Texto Blogs. Livro: Para entender a internet”, 2009, pag. 31, Edney Souza, @interney)

Entendendo que blogs são realmente comunidades de relacionamento, meu sócio Paulo Milreu criou o Blogs do Interior, um projeto bem legal que vale a pena citar para fechar este post.

Logo Blogs do Interior

É um diretório onde listamos os blogs do interior paulista com o intuito de reunir o que os blogueiros espalhados pelo interior do estado de São Paulo escrevem e divulgar a cultura digital no interior, proporcionando que os visitantes tenham acesso às mais diferentes categorias de assuntos em um único lugar.

Você é do interior? Tem um blog? Conhece o Blogs do Interior? Dá uma passada lá e você encontrará com certeza um conteúdo relevante pra você!

A construção coletiva do comum e a interatividade

Gustavo Ferreira maio 5th, 2009

Desde o princípio da humanidade, temos os indivíduos vivendo em grupos, compartilhando ou lutando pela exclusividade da caça e comida.

Quando um pouco mais civilizado o Homem passou a compartilhar mais suas criações e descobertas, um exemplo disso são as pinturas nas cavernas, deixadas para orientar a si, ao grupo, aos outros grupos e/ou gerações futuras o que eles haviam aprendido sobre a caça, sobre o plantio e a convivência.

Sempre que pode, o Homem escolhe dentre aqueles que estão à sua volta, com quais pretende manter um relacionamento. Era assim com o bando, é assim com a sociedade.

Dentre os grupos que convive o Homem qualifica seus contatos profissionais, pessoais, etc. e a qualidade destes contatos e dos processos de expansão do networking auxiliam a construir dentro do grupo e externamente também, a credibilidade, uma das moedas de troca no ambiente digital e fator que abre portas para o profissional, permitindo que cada vez mais as pessoas desejem interagir com você.

A gestão eficaz dos relacionamentos digitais permite que você ocupe seu espaço e se faça presente, algumas vezes tornando-se referência e estimulando a troca de ideias e as discussões para que se chegue à melhor decisão para a maioria.

Mas além do que se refere aos indivíduos e sua interação, há ferramentas que também auxiliam na organização da construção coletiva do comum.

Voltamos então a falar sobre a Wikpedia, a Licença Creative Commons, o Jornalismo Cidadão e outras formas de construção coletiva do comum, baseado nas leituras que faço no blog do Alex Primo.

Wikipedia -> é uma representante fiel da construção coletiva do comum, em que os usuários inserem os significados e histórico das expressões, palavras, pessoas e/ou fatos, tornando-os públicos. A moderação acontece naturalmente, os próprios usuários editam conteúdos inapropriados ou informações equivocadas mantendo-a atualizada e em conformidade com a realidade.

Creative Commons -> É inegável a falta de conteúdo/bibliografia sobre Relações Públicas, principalmente analisando aspectos que envolvem as novas mídias digitais. A questão da Licença Creative Commons vem ajudar a disseminar conteúdos e compartilhar pesquisas, por exemplo, ou seja, o RP pode e deve explorar o campo de pesquisa e usar aliberdade da licença para disseminar os conteúdos que elabora. Ao permitir a livre distribuição do conteúdo elaborado, o RP auxilia na democratização da informação e estimula a reflexão coletiva e “marca presença” no âmbito literário.

Jornalismo Cidadão -> É fato que cada dia mais temos aparelhos celulares com novas tecnologias e funcionalidades, e que uma parcela cada vez maior da população mundial faz uso destes aparelhos. Este fato aliado a mudança comportamental que temos atualmente, influencia até mesmo na produção e consumo de notícias, pois hoje as pessoas podem tirar foto de um acidente que acaba de acontecer em sua frente e enviar pelo Twitpic, e automaticamente todos os seus seguidores no Twitter tem acesso a imagem e ficam atualizados do que está acontecendo em diversos cantos do mundo de forma praticamnete instantânea. O Twitter é apenas uma das ferramentas para esta comunicação eficaz e rápida, há outros portais por exemplo de Jornalismo Cidadão em que os usuários postam notícias cotidianas.

Twitter -> o que é comum? e pra quem? o Twitter é uma ferramenta de Microblogging, em que os usuários postam em 140 caracteres (como num SMS) o que estão fazendo, respondendo à premissa básica da ferramenta que é “What are you doing?”. Com o constante e estrondoso crescimento, hoje em dia muitas empresas estão aderindo, para “twittar” (já virou verbo entre os usuários) sobre seus produtos e serviços para seu público de uma forma segmentada. Cada dia que passa temos mais ferramentas agregadas ao Twitter, permitindo monitorar inúmeros aspectos e realizar ações estratégicas de divulgação com ele. No Twitter você segue as pessoas e tem seus seguidores também e ao “twittar” seus seguidores recebem seu tweet (seu post) e podem replicar este conteúdo para os seus seguidores. É uma rede interligada de pessoas que interagem continuamente. Mas como evitar que receba informações indesejadas como no Orkut? Simples: eu escolho quem eu sigo e só recebo as mensagens dessas pessoa, podem também bloquear pessoas que não são do meu interesse e tentam me seguir. Ou seja, cria um repositório de informações de pessoas relevantes para mim e compartilho minhas informações com essa rede de pessoas também. O espaço do RP para trabalhar com o Twitter é muito amplo, pois ele envolve diálogo, crenças e comportamento das pessoas, podendo ter resultados ótimos quando utilizado por uma organização. Falarei mais sobre o uso corporativo do Twitter em próximos posts.

Se você ainda não se atentou à colaboração e às inúmeras possibilidades de interação que estão à sua volta, você pode acreditar como a minha avó que “mais de 2 mãos fazem o bolo desandar”, quando na internet, muitas mãos constróem sistemas operacionais livres e os mantém atualizados, indo de encontro com os interesses mesquinhos de monopólios no segmento da comunicação e da tecnologia.

É bom ficarmos atentos… O que é comum pra mim, pode não ser comum pra você… #comofaz?

O trabalho cooperativo

Gustavo Ferreira maio 1st, 2009

A medida que o relacionamento se estabelece por meio de diálogos estruturados como vimos no post anterior, temos a possibilidade de realizar um trabalho cooperativo.

Um exemplo de ferramenta para o trabalho cooperativo nas atividades tradicionais de Relações Púlicas é o Planejamento Participativo, que deve ser implantado após diagnóstico na organização, sempre respeitando os parâmetros de trabalho dos indivíduos envolvidos.

Mesmo para a realização do tradicional Planejamento Participativo podemos e devemos contar com as mídias digitais para auxiliar no processo de elaboração, implantação e avaliação.

Nas reuniões de diagnóstico, podemos trabalhar com o Form do Google para criar os questionários das pesquisas de clima organizacional e satisfação, por exemplo. Esta ferramenta permite a criação de formulários com questões e respostas pré-definidas, enviando-os por e-mail aos participantes e já tabulando os resultados para você, gerando inclusive alguns gráficos básicos que auxiliam o trabalho na hora de analisar os dados brutos para o cruzamento das respostas.

É extremamente importante a consciência da utilização deste tipo de ferramenta, pois em determinados setores da organização pesquisada, pode-se encontrar colaboradores que não tenham acesso à internet ou que não tenham um e-mail, por exemplo, e eles não devem ser deixados de fora do processo e deve-se ter o cuidado para evitar o diferenciamento entre todos os participantes.

Outro fator importante na gestão da comunicação e da administração de processos nas organizações é a documentação, que nos leva à discussão do terceiro item citado por Alex Primo: a construção coletiva do comum, e me leva ao próximo post.

O diálogo com os públicos e a interatividade

Gustavo Ferreira abril 30th, 2009

Depois de falar um pouco sobre a colaboração na web, voltei a ler o “Para entender a internet” e ao ler especificamente o texto “Interatividade”, de Alex Primo, surgiram alguns pontos em minha mente que me convidaram a escrever uma sequência de posts (3 com esse), vamos lá!

“Com a web 2.0, e a mudança do foco da publicação para a participação, passou-se a valorizar cada vez mais os espaços para interação mútua: o diálogo, o trabalho cooperativo, a construção coletiva do comum”. (Alex Primo, “Para entender a internet”, pag. 22)

Me identifiquei muito com a conceituação de interação mútua apresentada por Alex Primo e resolvi escrever um pouco sobre as 3 partes citadas: o diálogo, o trabalho cooperativo e a construção coletiva do comum, tendo em vista que são pontos essenciais para o trabalho de um Relações Públicas, principalmente atuando com as novas mídias digitais.

O primeiro ponto importante a ser levantado antes de começar a escrever sobre o diálogo é que não devemos confundir o movimento de ação e reação com o conceito de interatividade, pois interagir vai além de uma simples reação, como por exemplo uma reação mecânica (onde se aperta o on e o aparelho liga) ou uma reação como reflexo natural (levantar a perna ao ter o joelho estimulado). Esses itens não necessariamente significam que os indivíduos estão interagindo com o ambiente à sua volta.

Para tratar esse assunto um pouco mais profundamente (precisarei de mais alguns posts sobre isso), podemos iniciar a discussão da questão do diálogo falando sobre a Teoria da Bala Mágica, que considera os públicos como grandes grupos homogêneos, em que os indivíduos são igualmente impactados pelas informações dos veículos.

O diálogo

Quando me lembro das aulas na faculdade e/ou leio sobre a estrutura da mídia tradcional que insiste em enlatar conteúdos para “a massa”, me dá um certo incômodo, pois no dia-a-dia vejo uma sociedade que grita por personalização e que pede segmentação de conteúdo.

Estar atento ao que as individualidades dizem é mais fácil quando se estabelece um diálogo do que quando tenta-se “enfiar goela abaixo” conteúdos no formato 1 para todos, onde os veículos tentam ser donos dos conteúdos e os disseminam indistintamente, ignorando até mesmo diferenças culturais.

O diálogo é um processo que pede atenção, que exige cuidado e que propicia a construção de um relacionamento sólido, seja ele um relacionamento virtual ou presencial. Quando eu falo e você ouve e fala também e analisamos juntos caminhos e propostas para dar continuidade ao que conversamos, o conteúdo é enriquecido e pode ser disseminado para que agregue novas visões, respeitando limitações, crenças e interesses. Isso é diálogo.

Depois de “uma boa conversa” com seus públicos, você provavelmente estará melhor preparado para trabalhar para eles e principalmente trabalhar COM eles.

O próximo post será sobre o trabalho cooperativo.