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Ótimos resultados da palestra “As práticas virtuais e a gestão da Opinião Pública”

Gustavo Ferreira maio 19th, 2009

A palestra na Unesp foi extremamente produtiva!

Cheguei um pouco antes do horário para testar projetor multimídia, slides e verificar se estava tudo ok pra termos um bom bate-papo.

Eu tinha 1 hora para falar e 30 minutos posteriores para perguntas, então achei que ficaria melhor e mais interessante para pessoas da área da comunicação nos aproximarmos o máximo possível de um diálogo e eliminei o tempo posterior para perguntas, deixando o espaço aberto o tempo todo para as indagações dos presentes. Acabamos conversando por quase 2h. Foi bem interessante. O tempo todo o pessoal se mostrou interessado e prestando atenção. Prefiro que seja assim nas minhas palestras (óbvio que isso depende da quantidade de pessoas).

Algumas dúvidas apareceram sobre o uso de ferramentas, sobre a implantação de projetos, sobre as técnicas mais apropriadas para este ou aquele público e até mesmo sobre a transposição gradativa de meios impressos, como os jornais, para a internet. Para esclarecê-las conversamos sobre o suporte, público, foco, tendências e hábitos pessoais que interferem na comunicação humana.

Ao final da palestra algumas pessoas vieram me parabenizar e outras fazer mais perguntas e surgiu até mesmo (o que eu achei mais estimulante) o interesse de alguns alunos em acompanhar o trabalho de um profisisonal de comunicação digital mais de perto, por curiosidade profisisonal, por curiosidade pessoal, por se interessar pelo tema para seus TCCs, enfim, conversando com alguns alunos combinamos de virem visitar a SmartIS (nossa agência) e batermos um papo mais descontraído, com um capuccino gostoso e vendo os processo sde trabalho e as funções de cada um da equipe. Digo que achei isso estimulante, pois MUITOS profissionais de comunicação se formam sem sequer conhecer a realidade do mercado (que por si só já é extremamente dinâmica), o funcionamento de uma agência e as atividades dos demais profissionais que atuarão junto a eles.

Outra coisa que me deixou extremamente feliz foi a divulgação do Núcleo Opinião sobre minha palestra em seu blog e o comentário que me enviaram por e-mail para eu publicar posteriormente no blog.

Post no Blog do Núcleo Opinião

O trabalho cooperativo

Gustavo Ferreira maio 1st, 2009

A medida que o relacionamento se estabelece por meio de diálogos estruturados como vimos no post anterior, temos a possibilidade de realizar um trabalho cooperativo.

Um exemplo de ferramenta para o trabalho cooperativo nas atividades tradicionais de Relações Púlicas é o Planejamento Participativo, que deve ser implantado após diagnóstico na organização, sempre respeitando os parâmetros de trabalho dos indivíduos envolvidos.

Mesmo para a realização do tradicional Planejamento Participativo podemos e devemos contar com as mídias digitais para auxiliar no processo de elaboração, implantação e avaliação.

Nas reuniões de diagnóstico, podemos trabalhar com o Form do Google para criar os questionários das pesquisas de clima organizacional e satisfação, por exemplo. Esta ferramenta permite a criação de formulários com questões e respostas pré-definidas, enviando-os por e-mail aos participantes e já tabulando os resultados para você, gerando inclusive alguns gráficos básicos que auxiliam o trabalho na hora de analisar os dados brutos para o cruzamento das respostas.

É extremamente importante a consciência da utilização deste tipo de ferramenta, pois em determinados setores da organização pesquisada, pode-se encontrar colaboradores que não tenham acesso à internet ou que não tenham um e-mail, por exemplo, e eles não devem ser deixados de fora do processo e deve-se ter o cuidado para evitar o diferenciamento entre todos os participantes.

Outro fator importante na gestão da comunicação e da administração de processos nas organizações é a documentação, que nos leva à discussão do terceiro item citado por Alex Primo: a construção coletiva do comum, e me leva ao próximo post.

A questão da colaboração nos dias de hoje

Gustavo Ferreira abril 25th, 2009

Dia 23 de Abril, ao abrir a Wikipedia, me deparei com a notícia do Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor (até twittei sobre isso) e isso me fez pensar em muitas coisas devido à experiências acadêmicas e ao dia-a-dia no convívio com pessoal que utiliza recursos da internet para trabalho e lazer tanto quanto eu, ou usam menos, ou usam mais.

Constantemente comento sobre a falta de cultura digital no centro-oeste paulista, mesmo sempre salientando que cada dia mais (e fico feliz por participar deste processo e por compartilhar idéias por exemplo com meu sócio Paulo Milreu) ações e discussões acontecem em torno disso e movimentam (pelo menos na cidade de Bauru onde estamos) as pessoas no sentido de irem atrás deste conhecimento e de realizarem práticas que utilizem as novas mídias digitais como suporte.

Mas por que citar a questão da falta de cultura digital para falar de colaboração?
Tem tudo a ver.
Imagine uma pessoa que pensa pequeno, que acredita que o conteúdo elaborado por ela é de seu domínio e de mais ninguém (o único “compartilhamento” que enxerga é a venda de seus livros e/ou de outra forma de conteúdo). Com certeza ela apresenta problemas para se adaptar a realidade em que vivemos hoje, que suscita a colaboração e disseminação de conteúdo livremente na internet.
A questão da liberdade amplamente discutida filosófica e antropologicamente gera um burburinho sobre  a apropriação e/ou adulteração do conteúdo utilizado, chegando algumas pessoas a comparar o compartilhamento livre com anarquia, ou estereotipando-o como caótico e desorganizado na “nuvem”.

Maior exemplo não há do que a própria Wikipedia e outros sites que utilizam a plataforma Wiki para educação, troca de informações e capacitação, ou seja, colaboração.
A plataforma Wiki pode e deve ser utilizada como instrumento dos profissionais de relações públicas na gestão da informação e comunicação interna e até mesmo externa da organização. Uma plataforma extremamente dinâmica e fácil de utilizar para se relacionar com diferentes públicos, aproveitando o aumento constante de acesso à internet da população e aproveitando ao mesmo tempo para trabalhar como um evangelista das mídias sociais, levando até os públicos da empresa que representa uma nova experiência de interação e troca de informações, bem como da possibilidade de participação na construção do conhecimento.
Enquanto algumas empresas e autores se preocupam com os direitos autorais pura e simplemente por uma quetsão financeira, esquecem-se que compartilhar conteúdo e construir uma gama de informações disponíveis para outras pessoas usufruirem é também cumprir com a responsabilidade social, garantindo a democratização da informação.
Pensando nisso, acredito cada dia mais ser importante que professores universitários por exemplo, conheçam a Licença Creative Commons e divulguem a seus alunos, futuros profissionais de uma realidade altamente digital e que preza pelo compartilhamento. Meus professores na faculdade não passaram nem perto de citar essa Licença (e me arrisco a dizer que muitos deles nem devem saber que ela exista).
Falarei mais sobre a questão da Licença Creative Commons em outra oportunidade…
Pensemos então sobre a colaboração real e nosso papel diante dela!